sexta-feira, 16 de maio de 2014

Augustus



Augustus


Oh, Augustus amado!
Tenho por ti sofrimento
Do qual busco consolo
Neste véu escudo

Liberte-me  da jornada
De olhar os teus talentos
Esquivando-me vitimada
Em simplórios desesperos

Amor tão meu impossível
Não pode ser tão real
Se não é fato exequível
De paixão, certo sinal

Mágoa em doce-amarga
Esfumaçando em mim
Os resíduos de uma taça
De suplicio e vão festim

Ah, teu puro impacto!
Tua nobreza imperiosa
Derrubando este muro
Escolha-me tua princesa


Karen Rocha







quinta-feira, 8 de maio de 2014

O uivo do lobo






O Uivo do Lobo


Lobo em alma dos mistérios
Qual o sentido de teu uivo?
Há tantas cores em teus olhos 
Versos e lendas em teu respiro

Teus abrolhos se encolhem refugos
Tua pompa é a força em recôndito 
Sobrepujas sob ti teus inimigos
Porque sabes que és lobo

Lobo alfa de porte e destrezas
Quantas notas tem tua cifra
Há quem consiga tocá-las?
Tua vida em lua cheia

Segues firme austero caminho
Tendo em mente cândida doutrina
Buscas na penumbra teu destino
Teus amigos, tua amada, tua sina..

Tão distante em profundo secreto 
Todos te olham e não te vêem
Por certo dizes sim a ti mesmo
Quando uivas o que querem?

Não és daqui, nem tampouco dali
Em outrora um gentil  ômega
Sobrevivente da sombra em ti
Exaltando a ressoar estima

Ah o teu uivo ofegante portento !
Nascestes para assim te tornares
Não pouses em berço vazio
Que em desafogo te apoies!


Karen Rocha