segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Sentidos







Sentidos


Nuances no sufrágio desta vida dura
Das virtudes que se revelam numa face
Tão nobre de essência quase rubra
À palidez de um sorriso se prende

Vozes que escondem olhos reluzentes
Com receios de uma calada negra
E esperanças de novos despertares
Dançando na rosea matinal serena

Duas mãos, uma única explosão
Que despertam o singular sentimento
Quem pode traduzi-las em canção
Do sono tão profundo e infinito?

Vem despertar-me destas luas negras
Que me querem consumir os sentidos
E afogam no rio do silêncio as lágrimas
Quando todas as palavras viram ventos


Karen Rocha








quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Marinheiro






Marinheiro

Ondas de saudade que me banem
Para além destes mares de tristezas!
Sou a isca que serve para atrair a verdade

Tempos de Glória e paz abrigo!
Quando o mar trazia peixes sem cessar
E o azul  sorria ao céu jacinto

As tormentas de meu ser se emudecem
Ante a pálida cicatriz incessante
Dos  alhures caminhos que descem

Uma janela ,traz à tona esperança!
De viver um semblante plácido
Do que se quer emprestar à vida

O desejo quente dessa profundeza
No interior do sossego amigo
Tem nas cores do que antes era cinza
Um clarão de anil derradeiro!

E o vento sopra a brisa de você 
Trás alento refrescante ao meu ser
Sempre alerta para nunca esquecer
Marinheiro, ao teu amor aquiescer


Karen Rocha





quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A partida







A partida


Doce ensejo relâmpago do amor!
Quisera ser da vida a morte mais sublime,
Que viver em teus braços e morrer de dor

Se o Ampére destes raios fôsse encanto,
Desde o dia que com fúria fugistes de mim,
Não teria água e sal neste recanto!

Nas solenes dádivas das caídas flores,
Desenhastes o voo noturno da águia
Quando insensivelmente me desconsolastes

Oh meiga partida que inútil esconde,
A soma de todo o grito, o meu silêncio
Nesta alma vazia em choros se irrompe!

Vês a lápide que brilha agora cedo!
Não sustentas da tua vida a memória,
Ao navegares este puro áureo leito?

Oh, doce que partes para não voltar!
Que no vento se fez em nada um tudo,
Retornando nas lembranças do sonhar

Despertes com teu instinto profundo,
Das fraquezas e temores deste corpo
 E vais viver em outro mundo


Karen Rocha