sábado, 27 de dezembro de 2014

Conto de fadas






Conto de fadas




O livro de tuas ações 
É meu conto de fadas
Rebuscando as emoções
Do deserto nasce a rosa


Tonéis de muitas lágrimas
De uma emoção doce
Troca de olhares, luminárias
Que ensejam esse romance

Assombra-me o desatino
Dos publicadores do jamais
Enquanto nosso encontro
É de amores descomunais

Teu sorriso, nosso limite
Quando eu não posso mais
Me ver de ti tão distante
Teu abraço, o mestre da paz

A rosa ja cresceu nesse deserto
A solidão que ficou para trás
De coração estás desperto
Pra sempre meu tu serás




Karen Rocha



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Inspiração poética





Inspiração Poética


Ah, inspiração poética,
Quão desejável tu és!
Tuas asas me tornam alta
Que tu sempre me consagres

Minha alma em meus dedos
Quando tu vens a mim
Se não descrevem os lábios
O caminho é sem fim

Equilibro-me no duelo
Razão e sensibilidade
Aquecendo o anelo
De uma criatividade

Confronto os belicosos
Estendendo a fronteira
Mil castelos de versos
Onde sinto-me princesa


Karen Rocha











quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A ciência do amor







A ciência do amor ⁶


Há uma barreira sólida 
entre os que amam
E os que tem a vida sórdida 
E que só se apaixonam

O amor é a indivisibilidade
 das gotas oceânicas da alma
 Por outro lado, a vaidade
Morre na pequenez insana

Verdade em ultima instância
A complexidade do inverno que foi
e deste verão de significância 
metal que o fogo constrói

Onde o poder e a genialidade
da palavra rebuscavel 
internaliza a completude
que acalenta o formidável 

Tudo é evento da perfeita ciência 
quando a forma inexorável
oscila entre o amar
e o totalmente amável 


Karen Rocha

sábado, 25 de outubro de 2014

Deslumbres






 Deslumbres


Contemplo-te na imensidão
No sonho de um espaço
Onde achastes a perfeição?
Revelai-me, é o que peço

Koh-I-Noor das grandezas
Brilhos, encantos singulares
Em minha mente te eternizas
Selecionado entre diamantes

Abristes os olhos com que vejo
Assimilei-te como alva luz!
Deslumbres do fim ao início
És o poço ao alcatruz 

Como a rosa do deserto
Escolhido em contramão 
Letalmente ao pensamento
Uma flecha ao coração



Karen Rocha








quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Fôlego da existência



Fôlego da Existência


Matar o novo amor
É legar  à sombra, o ser
Recusando a uma flor
O direito de viver

Se tocas minha mão
Meu segredo é teu
Podes ouvir a canção,
No tilintar do nosso céu?

Fênix em mil pedaços
Do campo, às cinzas
Nos mundos infinitos
Renascem nossas vidas

Divago-me como vento
Afagando os dias frios,
Contornando o afeto,
Recriando estes versos

Ah, fôlego da existência!
O nunca não existe de fato
Negar o sim é contra a vida
Do alento de um respiro


Karen Rocha



















segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Clandestina








Clandestina


Um dia enfim  parti
Tentando encontrar-me
No céu, o mar eu vi
Uma estrela que dorme

Sonhei ventos uivantes
Recolhendo minha lança
Desenhando os infantes
Um cenário de esperança

Sem tolas conjunturas
Fiz  a sombra das árvores
A queima de fartas lenhas
Do arco-íris, minhas cores

Uma atriz que convence
Nos olhares dos soturnos
Na solidão de uma mente
Sem fronteiras de silêncios

Peripécias dos alheios
Choro, incontido e firme
Vozes dos abandonados
Nunca pude esconder-me

Uma clandestina em mil
Fui apenas eu no fogo
Almejando a calma anil
Em busca do verbo novo

No passaporte do amor
Longe do que era antes 
Reclinando-me ao calor
Dos teus olhos fulgurantes

Quem um dia despertou-me,
No território de fortes?
A vitória ao que não some
Na brisa dos inocentes!

Candentes raios de retorno
Trouxe- me  a bússola em ti
A nova terra é o regresso
Daquela paz onde nasci



Karen Rocha







sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Tempestade








Tempestade
   


Amo-te, em segredo
Com olhos de libélula
É tão  tarde aqui dentro
Quando é cedo a chuva

Choro assim, porquê?
 O tempo é o vento
Na fúria tempestade
De um coração partido

Estamos  tão  perto
E de nós tão longe
Que busco meu abrigo
Na linha do horizonte

Engana-te sem amor
O disfarce é dos tolos
Pois há também calor
Nos mais ardentes frios

Quando tudo é disparate
E estou me afogando
Se meu céu enegrece
As nuvens  eu recolho




Karen Rocha



terça-feira, 2 de setembro de 2014

Odisseia do amor









Odisseia do amor 


Odisseia do amor, mais verdadeiro
Preferiria estar sem ti a estar sem mim
No dia que partistes meu mundo
O término de uma história sem fim

Desbravei mares de olhos densos
Toquei o céu por duas longas vezes
Ao esculpir montanhas de pensamentos
Na filarmônica dos sonhos doces

Meu Narciso,de todos, o prezado 
Cuides para que o nada seja tudo
E tão quente neste instante o abrigo
Afastando revezes do cruel mundo

Oh, egrégio de teus claros olhos!
Basta! Castigo tão eloquente e certo
Traços de fina elegância vultosos
Incomparáveis vertigens no cilício

Diga-me, peço-te, belo pequeno
Se a insolência não puder te abater
Podes também amar-me em sereno
E enfim esta calota derreter?



Karen Rocha


















segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Teus versos







Teus versos


Profusão de verdades não ditas,
Por que embalsas este antigo medo?
Troveja-me o amor das primaveras
Que ao fiel, compartes o sustento

Deflagra-me teus versos utópicos
Tão únicos meus, como sou tua
Em teus lábios de açúcar serenos
Alma gotejante de entrega doçura 

Nunca me deixes reles destroços
De temas rasgados em mim ventania
Minhas correntes, teus naus abraços
Que solenemente trás cura e encanta

Ambas as partes de um meu soluço
Tua escolta salva-me da ilha
Meu guia protetor no escuro
Faça-me em ti completude sina


Karen Rocha


















segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Naufraga






Náufraga


Ah, esse amor que me consome
 Com suas doces chamas negras!
Provoca cicatriz profunda e insistente
Sou ré deste sentimento que afanas

Transbordo em ilha deserta meu refúgio
Grito a flâmula sagaz e ninguém ouve
Estou de pouco a pouco simplesmente só
Sem ti não há mais sentido tão coerente

Vejo-me sentada num navio naufragando
Meus olhos não tem qualquer reação
Olham-te com palpitações de fomento
Estás a entrar em outra embarcação

Em meu ímpar e derradeiro suspiro
Estou morrendo e para trás não olhas
Lamento tudo e entrego ao mar consolo
No abissal, mais cem litros de águas

Karen Rocha


terça-feira, 22 de julho de 2014

Mestre dos sonhos






Mestre dos Sonhos


Nas noites mais cortantes
Em baluartes segredos
Que me queimam ilusões
Você, mestre dos sonhos!

O rio das palavras flores
Quando o nada é tudo 
Nas descobertas carentes
 Certeza derradeira,meu mundo

Tua voz é meu retorno
Mas antes que pudesses
Aladoas meu sossego
Usurpando minhas messes

Ah, esse cais dos navios
São teus versos de amores
Desfilando mil brios
Cilada dos apaixonantes

Entre séculos que esperam
Ponte mais inesperada
Em dois mundos se revezam
Minha dimensão segura


Karen Rocha


sábado, 19 de julho de 2014

Cavalheiro nórdico








Cavalheiro Nórdico


Meu cavalheiro nórdico de armadura!
Sou donzela Vitoriana a sonhar
Que em plena direção a ti cavalga,
Sob a proteção de teu olhar

Veludo aconchego de coberta
São turbilhões de um pensamento,
Arrebates em alma pura séquida
Mariposa que saiu deste casulo!

Tua voz, toque levante em jazigo
Lugares inóspitos da falta que me fazes
Rompes todos os grilhões do meu juízo
Tons de carmesim em cem vezes

Reverbera o amor em teus braços
Esculpindo duas vidas em toque fino
Levantes teus muros tão heroicos!
Por mim comprastes teu destino


Karen Rocha






sábado, 28 de junho de 2014

Cisne azul






Cisne azul


Sob o mesmo amplo céu
Migração distinta ao sul
Precipita todo o mel
Coroando o cisne azul

Pura alma vespertina
Encanta-me austeridade
Qual maior que cintila
Quem recebe ou comparte?

Cláusulas foscas registradas
Cor em ti, percepção
Versam em íris fantasias
Todo o céu em minha mão


Cisne azul, nem mesmo há,
Viajante mais distinto
Pois o mapa que me dá
É teu coração recinto


Karen Rocha


Extinção





 Extinção      

                 
Busquei-o em plagas distantes
Com a tocha do coração 
Uma desbravadora na espera
Puro amor contemplação!

Ah ilha deserta sem nação! 
Exílio de um breu platônico
Onde estavas, extinção? 
Do eco, um grito de silêncio!

Meu cativeiro, teu amor!
Unicidade de seres tão sedentos
Se sou para ti rara flor
Quem me dera aguar-me em teu afetos!

Ah, meu doce e nobre afago,
Que teu respirar me sinta!
E teu rio corrente alado,
Desemboque em minha alma aflita!


Karen Rocha





















segunda-feira, 23 de junho de 2014

Sentimento de um abraço











Sentimento de um abraço


O sossego quente dessas horas logras!
Retóricas questões implacáveis
Teu sorriso afável, teus olhos ternos 
Perdida entre mim e teu amor!


Nem os meus medos nem o seu tempo dos jatos
Podem escapar dos segundos das doçuras,
Que parecem mesmo queimar nossos peitos
E  tentam explodir nossas veias!

A paz de princípios sem fim congruentes
Ressoa em ecos fortes no silêncio do descanso
Como a química que cria o metal mais caro
Quem me despertará do teu abraço?




Karen Rocha





sexta-feira, 16 de maio de 2014

Augustus



Augustus


Oh, Augustus amado!
Tenho por ti sofrimento
Do qual busco consolo
Neste véu escudo

Liberte-me  da jornada
De olhar os teus talentos
Esquivando-me vitimada
Em simplórios desesperos

Amor tão meu impossível
Não pode ser tão real
Se não é fato exequível
De paixão, certo sinal

Mágoa em doce-amarga
Esfumaçando em mim
Os resíduos de uma taça
De suplicio e vão festim

Ah, teu puro impacto!
Tua nobreza imperiosa
Derrubando este muro
Escolha-me tua princesa


Karen Rocha







quinta-feira, 8 de maio de 2014

O uivo do lobo






O Uivo do Lobo


Lobo em alma dos mistérios
Qual o sentido de teu uivo?
Há tantas cores em teus olhos 
Versos e lendas em teu respiro

Teus abrolhos se encolhem refugos
Tua pompa é a força em recôndito 
Sobrepujas sob ti teus inimigos
Porque sabes que és lobo

Lobo alfa de porte e destrezas
Quantas notas tem tua cifra
Há quem consiga tocá-las?
Tua vida em lua cheia

Segues firme austero caminho
Tendo em mente cândida doutrina
Buscas na penumbra teu destino
Teus amigos, tua amada, tua sina..

Tão distante em profundo secreto 
Todos te olham e não te vêem
Por certo dizes sim a ti mesmo
Quando uivas o que querem?

Não és daqui, nem tampouco dali
Em outrora um gentil  ômega
Sobrevivente da sombra em ti
Exaltando a ressoar estima

Ah o teu uivo ofegante portento !
Nascestes para assim te tornares
Não pouses em berço vazio
Que em desafogo te apoies!


Karen Rocha










terça-feira, 29 de abril de 2014

Frio ártico






Frio Ártico


Sôfrega vida
Em clemente pedaço
Com pluma lânguida
De  um coração absorto

Sob trevas chora o céu
E a luz te busca em vão
Não podes ser meu
Como tua sou na imensidão?

Ah, meu amado!
Desde que partistes,
Pensamento esgueirando
Em algemas fortes

Compreendes o vazio
De um mórbido vento norte?
Retornes ao caminho
E concedas minha sorte

Oh cinza implacável!
O cálido que atrai
É incompleto amável
Ouça a voz, mirai!

Ah,sentinela do segredo!
Incansável ilusão
Trazendo neste cárdio
O Frio Ártico Solidão!


Karen Rocha


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Pássaro





Pássaro


Um pássaro do real amor em mim
Onde se esconde a chave da vida!
Se a liberdade não reconhece seu fim
Por que choro por ele com recaída?


Oh, que me queimas as chamas de saudade!
E quebrantas as asas da sinceridade 
Oh pássaro já conheces o caminho!
Mas jamais poderás voar sozinho 


Suplício tão pobre, mas de arte eloquente
Tenta prende- lo num país distante 
E afanar o sonho recíproco candente
 Trazendo num instante à matéria o sentido

Pássaro contemplante de profundas  águas
Mais desejadas  que a própria vida migrante!
De asas mais quentes que o fogo em lágrimas
Não podes afogar-te no rio da eternidade...


Karen Rocha








sábado, 12 de abril de 2014

Antiteses









Antíteses

Subitamente busco
o encanto de teus olhos
como em manhã de inverno
em teu rosto sério 

Aquele dia nostálgico
será para sempre meu,
quando nossos corações
num ímpeto tocaram o céu,
e instantes despertaram

Ah, as antíteses de meu ser,
razão que me abandona
Será esse tormento
a faísca que vira fogo,
ou o que já restou das brasas?

Dos célticos segredos milenares
esse amor é vento
que apaga o calor do meu sonho,
ou trás brisa ao coração cortante?

Destas duas uma sentença:
Quando o tempo divagar
e a dor virar lembrança,
nada mais importará,
senão do amor verdadeiro,
a real esperança!


Karen Rocha

segunda-feira, 31 de março de 2014

Alcateia


                                                                 

      
Alcatéia


Alcateia! Família de seres supremos
Convergem do vazio noturnal
Da matriz aos rebentos
Em repouso manancial

Sentidos tórridos vibrantes
Desde genuínos fraternais
Nas centelhas crepitantes
Aos romances eternais

Olhos de tenaz labareda
Magia aos lobos em fanal
Que se apressam à presa
Tão somente do que é mal

Uivos  de carmesim identidade
Uma saga de mistério  particular
Sentimentos de incontida verdade
Sob a singela órbita  lunar...


Karen Rocha






quinta-feira, 13 de março de 2014

Síncopa do amor








  Síncopa do Amor


Síncopa de amores tácitos!
São tulipas que florescem por entre cinzas
De cores vermelhas em olhos vítreos,
Ressoando promessas por vastas brisas

Renascem verdejantes num espaço,
Onde há vinga na solidão das sementes
Como fatídica manhã de pretérito enlaço,
Fulgurando em seres complacentes

Entrementes se resvalam ambições,
De um  negro outono em cores ímpares
Surge paz e harmonia aos vulcões,
Desabrochando as gentis flores

Lábios pétreos de insana saudade,
Na convalescênça de um contido verão
Despertam ruídos de sonora amizade,
Com resquícios de profunda paixão

Palpitações de canções singelas,
Num revelar de um sonho encanto
Das raízes às mais nobres quimeras,
Regam viva esperança e amor eterno!


Karen Rocha































terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Solstício de amor






                    
  Solstício de amor


Um solstício de amor
Em meus olhos,
Ao cruzar a tua cor
Nos dissabores abrolhos

Tempos de idas forenses
Nas várzeas profundas
Em dois seres inocentes
Verdade em lágrimas

Essas palpitações insólitas
Agitam minha alma,
De  pétalas tórridas,
E uma espera calma

No despertar de um sorriso
Inesquecível perfume,
Um vislumbre paraíso,
De receber o teu nome


Karen Rocha