sábado, 12 de novembro de 2016

O príncipe




O Príncipe



De um Reino tão distante
Eis que surge um Príncipe e me resgata
Das enfermidades das palavras, 
Da imparidade das mãos, 
Da penuria da ilusão, 
Do que já dantes imaginei ter pensado e não sabia. 

Seria por certo deveras cedo para dizer? 
Dentre todos, como luz descrevo -te
Não como aquela frágil que por vezes cegou-me os olhos. 
Mas um cintilar que faz arder o coração e acender a alma. 
Dê-me peço -te  tua fórmula peculiar e eu a esconderei para sempre.

Ah, rapaz dos encantos ! 
Planejei-te em meus sonhos. 
És  um anjo ou também sangras? 
Te verei nas nuvens quando a chuva dos viajantes levar-me para além das montanhas deste mundo. 
Quando o fôlego for vencido pelas auroras das linguas,falaremos uma só
E estaremos sob o mesmo sol que um dia vislumbramos.




Karen Rocha