O Tigre
Felino, quem és tu, em solidão,
Sem temor dos que pleiteiam teu jazigo
Dos abrolhos levantastes tua mansão
Faz tremer a selva com teu rugido
Um novo território, tu assumes
O império da sombra são mortalhas
Em duas, há uma que te cabes
Que não podes reparti- las
Predador, que lutas contra a extinção!
És o ramo do legado em ti, selvas
Onde a noite cai sob tua mão
No fosso vazio em que lamentas
Teus espelhos vestem-se de listras
A presente existência do domínio
Se tudo ao teu redor são cinzas
Pintas com laranja o cenário
Renascei Tigre, no sol império!
Também para ti há esperança
Com tua história já fostes menino
Aos que depreendem tua presença
Karen Rocha

