quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O tigre





O Tigre

Felino, quem és tu, em solidão,
Sem temor dos que pleiteiam teu jazigo
Dos abrolhos levantastes tua mansão
Faz tremer a selva com teu rugido

Um novo território, tu assumes
O império da sombra são mortalhas
Em duas, há uma que te cabes
Que não podes reparti- las

Predador, que lutas contra a extinção!
És o ramo do legado em ti, selvas
Onde a noite cai sob tua mão 
No fosso vazio em que lamentas

Teus espelhos vestem-se de listras
A presente existência do domínio 
Se tudo ao teu redor são cinzas
Pintas com laranja o cenário 
 
Renascei Tigre, no sol império!
Também para ti há esperança
Com tua história já fostes menino
Aos que depreendem tua presença


Karen Rocha

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Romeu

   



Romeu

Ah, meu Romeu que me matas com um beijo
Meu sonhar é tão somente eu em ti, veredas
Quando abristes tua alma para o amor eterno
Rejeitastes o infeliz decreto das vis fúrias

Tua eloquência é de longe já sentida
Sacrificaste-me o teu ego em dez miríades
Por teu bem, faço-me também somente tua
Eis a força dos amores complacentes!

Argúcias de uma escolha, o destino
Duas em uma completa e transcedente vida
No calor que brilha gelo e fogo derretido
A prova que a experiência não aborta

A lua em incendioso e mágico aceno
Felicito-te,que aprendi com a rosa, Romeu
Aprazendo- me em encantos de afago
Na virtude dos reais valores no céu

Ah, meu fôlego de uma vital calma!
Se a vida não puder usurpar o que sentes
Arrebata-me como uma brisa quente e fina
Como rainha de teus descendentes



Karen Rocha