sábado, 28 de junho de 2014

Cisne azul






Cisne azul


Sob o mesmo amplo céu
Migração distinta ao sul
Precipita todo o mel
Coroando o cisne azul

Pura alma vespertina
Encanta-me austeridade
Qual maior que cintila
Quem recebe ou comparte?

Cláusulas foscas registradas
Cor em ti, percepção
Versam em íris fantasias
Todo o céu em minha mão


Cisne azul, nem mesmo há,
Viajante mais distinto
Pois o mapa que me dá
É teu coração recinto


Karen Rocha


Extinção





 Extinção      

                 
Busquei-o em plagas distantes
Com a tocha do coração 
Uma desbravadora na espera
Puro amor contemplação!

Ah ilha deserta sem nação! 
Exílio de um breu platônico
Onde estavas, extinção? 
Do eco, um grito de silêncio!

Meu cativeiro, teu amor!
Unicidade de seres tão sedentos
Se sou para ti rara flor
Quem me dera aguar-me em teu afetos!

Ah, meu doce e nobre afago,
Que teu respirar me sinta!
E teu rio corrente alado,
Desemboque em minha alma aflita!


Karen Rocha





















segunda-feira, 23 de junho de 2014

Sentimento de um abraço











Sentimento de um abraço


O sossego quente dessas horas logras!
Retóricas questões implacáveis
Teu sorriso afável, teus olhos ternos 
Perdida entre mim e teu amor!


Nem os meus medos nem o seu tempo dos jatos
Podem escapar dos segundos das doçuras,
Que parecem mesmo queimar nossos peitos
E  tentam explodir nossas veias!

A paz de princípios sem fim congruentes
Ressoa em ecos fortes no silêncio do descanso
Como a química que cria o metal mais caro
Quem me despertará do teu abraço?




Karen Rocha