Síncopa do Amor
Síncopa de amores tácitos!
São tulipas que florescem por entre cinzas
De cores vermelhas em olhos vítreos,
Ressoando promessas por vastas brisas
Renascem verdejantes num espaço,
Onde há vinga na solidão das sementes
Como fatídica manhã de pretérito enlaço,
Fulgurando em seres complacentes
Entrementes se resvalam ambições,
De um negro outono em cores ímpares
Surge paz e harmonia aos vulcões,
Desabrochando as gentis flores
Lábios pétreos de insana saudade,
Na convalescênça de um contido verão
Despertam ruídos de sonora amizade,
Com resquícios de profunda paixão
Palpitações de canções singelas,
Num revelar de um sonho encanto
Das raízes às mais nobres quimeras,
Regam viva esperança e amor eterno!
Karen Rocha

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