A partida
Doce ensejo relâmpago do amor!
Quisera ser da vida a morte mais sublime,
Que viver em teus braços e morrer de dor
Se o Ampére destes raios fôsse encanto,
Desde o dia que com fúria fugistes de mim,
Não teria água e sal neste recanto!
Nas solenes dádivas das caídas flores,
Desenhastes o voo noturno da águia
Quando insensivelmente me desconsolastes
Oh meiga partida que inútil esconde,
A soma de todo o grito, o meu silêncio
Nesta alma vazia em choros se irrompe!
Vês a lápide que brilha agora cedo!
Não sustentas da tua vida a memória,
Ao navegares este puro áureo leito?
Oh, doce que partes para não voltar!
Que no vento se fez em nada um tudo,
Retornando nas lembranças do sonhar
Despertes com teu instinto profundo,
Das fraquezas e temores deste corpo
E vais viver em outro mundo
Karen Rocha

Nenhum comentário:
Postar um comentário