quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A partida







A partida


Doce ensejo relâmpago do amor!
Quisera ser da vida a morte mais sublime,
Que viver em teus braços e morrer de dor

Se o Ampére destes raios fôsse encanto,
Desde o dia que com fúria fugistes de mim,
Não teria água e sal neste recanto!

Nas solenes dádivas das caídas flores,
Desenhastes o voo noturno da águia
Quando insensivelmente me desconsolastes

Oh meiga partida que inútil esconde,
A soma de todo o grito, o meu silêncio
Nesta alma vazia em choros se irrompe!

Vês a lápide que brilha agora cedo!
Não sustentas da tua vida a memória,
Ao navegares este puro áureo leito?

Oh, doce que partes para não voltar!
Que no vento se fez em nada um tudo,
Retornando nas lembranças do sonhar

Despertes com teu instinto profundo,
Das fraquezas e temores deste corpo
 E vais viver em outro mundo


Karen Rocha





























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