Marinheiro
Ondas de saudade que me banem
Para além destes mares de tristezas!
Sou a isca que serve para atrair a verdade
Tempos de Glória e paz abrigo!
Quando o mar trazia peixes sem cessar
E o azul sorria ao céu jacinto
As tormentas de meu ser se emudecem
Ante a pálida cicatriz incessante
Dos alhures caminhos que descem
Uma janela ,traz à tona esperança!
De viver um semblante plácido
Do que se quer emprestar à vida
O desejo quente dessa profundeza
No interior do sossego amigo
Tem nas cores do que antes era cinza
Um clarão de anil derradeiro!
E o vento sopra a brisa de você
Trás alento refrescante ao meu ser
Sempre alerta para nunca esquecer
Marinheiro, ao teu amor aquiescer
Karen Rocha

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