quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Marinheiro






Marinheiro

Ondas de saudade que me banem
Para além destes mares de tristezas!
Sou a isca que serve para atrair a verdade

Tempos de Glória e paz abrigo!
Quando o mar trazia peixes sem cessar
E o azul  sorria ao céu jacinto

As tormentas de meu ser se emudecem
Ante a pálida cicatriz incessante
Dos  alhures caminhos que descem

Uma janela ,traz à tona esperança!
De viver um semblante plácido
Do que se quer emprestar à vida

O desejo quente dessa profundeza
No interior do sossego amigo
Tem nas cores do que antes era cinza
Um clarão de anil derradeiro!

E o vento sopra a brisa de você 
Trás alento refrescante ao meu ser
Sempre alerta para nunca esquecer
Marinheiro, ao teu amor aquiescer


Karen Rocha





Nenhum comentário:

Postar um comentário