quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Fôlego da existência



Fôlego da Existência


Matar o novo amor
É legar  à sombra, o ser
Recusando a uma flor
O direito de viver

Se tocas minha mão
Meu segredo é teu
Podes ouvir a canção,
No tilintar do nosso céu?

Fênix em mil pedaços
Do campo, às cinzas
Nos mundos infinitos
Renascem nossas vidas

Divago-me como vento
Afagando os dias frios,
Contornando o afeto,
Recriando estes versos

Ah, fôlego da existência!
O nunca não existe de fato
Negar o sim é contra a vida
Do alento de um respiro


Karen Rocha



















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