segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Clandestina








Clandestina


Um dia enfim  parti
Tentando encontrar-me
No céu, o mar eu vi
Uma estrela que dorme

Sonhei ventos uivantes
Recolhendo minha lança
Desenhando os infantes
Um cenário de esperança

Sem tolas conjunturas
Fiz  a sombra das árvores
A queima de fartas lenhas
Do arco-íris, minhas cores

Uma atriz que convence
Nos olhares dos soturnos
Na solidão de uma mente
Sem fronteiras de silêncios

Peripécias dos alheios
Choro, incontido e firme
Vozes dos abandonados
Nunca pude esconder-me

Uma clandestina em mil
Fui apenas eu no fogo
Almejando a calma anil
Em busca do verbo novo

No passaporte do amor
Longe do que era antes 
Reclinando-me ao calor
Dos teus olhos fulgurantes

Quem um dia despertou-me,
No território de fortes?
A vitória ao que não some
Na brisa dos inocentes!

Candentes raios de retorno
Trouxe- me  a bússola em ti
A nova terra é o regresso
Daquela paz onde nasci



Karen Rocha







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