quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O tigre





O Tigre

Felino, quem és tu, em solidão,
Sem temor dos que pleiteiam teu jazigo
Dos abrolhos levantastes tua mansão
Faz tremer a selva com teu rugido

Um novo território, tu assumes
O império da sombra são mortalhas
Em duas, há uma que te cabes
Que não podes reparti- las

Predador, que lutas contra a extinção!
És o ramo do legado em ti, selvas
Onde a noite cai sob tua mão 
No fosso vazio em que lamentas

Teus espelhos vestem-se de listras
A presente existência do domínio 
Se tudo ao teu redor são cinzas
Pintas com laranja o cenário 
 
Renascei Tigre, no sol império!
Também para ti há esperança
Com tua história já fostes menino
Aos que depreendem tua presença


Karen Rocha

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