quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Mar do ser







O mar do ser

Vi da paixão, um mar fecundo
Entre meus olhos cálidos como vento
Quando o idealizei em outrora
Pensei tocar a cantiga da vida

Lamentáveis palpitações de dores
 Pelas letras tão hostis dos vis fulgores
Uma donzela a nau desses turbilhões
Dos mais antigos amores e paixões

Quando poderei sentir docemente
Em meu peito, o amor finalmente?
Pois que todos os barcos afundaram
O motivo ainda não me desvendaram 

Em meio a fortes e caudalosas águas,
Vejo os errantes que me querem guiar
Com a  bússola quebrada e vazia
Nessa triste solidão que se agita

Oh mar tão meu, desconsolado!
A paz do resgate vem quando?
Não recusa-me teu único hálito
Nem esquiva-me o desejado alento

Onde mora o dito amor profundo ?
Nos aposentos do rubi perfeito 
 Mergulharei e acharei você 
Nascer de novo para enfim viver


Karen Rocha







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