Vi da paixão, um mar fecundo
Entre meus olhos cálidos como vento
Quando o idealizei em outrora
Entre meus olhos cálidos como vento
Quando o idealizei em outrora
Pensei tocar a cantiga da vida
Lamentáveis palpitações de dores
Pelas letras tão hostis dos vis fulgores
Pelas letras tão hostis dos vis fulgores
Uma donzela a nau desses turbilhões
Dos mais antigos amores e paixões
Quando poderei sentir docemente
Em meu peito, o amor finalmente?
Pois que todos os barcos afundaram
Pois que todos os barcos afundaram
O motivo ainda não me desvendaram
Em meio a fortes e caudalosas águas,
Vejo os errantes que me querem guiar
Com a bússola quebrada e vazia
Vejo os errantes que me querem guiar
Com a bússola quebrada e vazia
Nessa triste solidão que se agita
Oh mar tão meu, desconsolado!
A paz do resgate vem quando?
Não recusa-me teu único hálito
Não recusa-me teu único hálito
Nem esquiva-me o desejado alento
Onde mora o dito amor profundo ?
Nos aposentos do rubi perfeito
Mergulharei e acharei você
Nascer de novo para enfim viver
Karen Rocha

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