sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A luz da lua




A luz da Lua


Oh, lua imperiosa que se esconde
Num vespertino de imensa saudade
E no espantoso de mistérios sem fim
Quando brilharás de novo em mim?

Vens reter a luz do sol imperiosa 
Afastando sombras de uma dor insólita!
Não podes erguer-te acima da Terra, 
Aniquilando eternidades de espera?

Lamparina da noite, criação divina 
Conte- me  histórias de amor e fantasia
Transformando o meu céu em calma e paz
Quando o pleno soluço se desfaz

Oh, Lua amada em eras de verdade!
Tua força vem de tua  humildade
De servir multidões de constelações 
Pois são amáveis tuas ações!

Vens deter as trevas de todo o medo,
Que não compreendem teu segredo
Porque és maior que elas em vigor,
No resplandecer de um profundo amor!

Quem tenta confrontar-te esmorece
Sob as curvas do silêncio desfalece
Esvaindo enfim um efêmero marasmo
Sobre um lamentável lago amargo

Lua, doce lua, inspiração poética!
No amplo palácio natural em festa
És rainha da noite com vestes e colar
Banhando-se da irradiante coroa solar

Tu podes com singeleza profunda
Unir corações num resquício de tormenta,
Consolar soluços dos pobres inocentes
Não pode ser assim, não sentes?

Sob a penumbra desses sinceros versos 
Que procuro em teus calorosos braços
Guardo um segredo sob a luz da lua,
Que me sinto em eterno, somente tua!


Karen Rocha





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