A luz da Lua
Oh, lua imperiosa que se esconde
Num vespertino de imensa saudade
E no espantoso de mistérios sem fim
Quando brilharás de novo em mim?
Vens reter a luz do sol imperiosa
Afastando sombras de uma dor insólita!
Não podes erguer-te acima da Terra,
Aniquilando eternidades de espera?
Lamparina da noite, criação divina
Conte- me histórias de amor e fantasia
Transformando o meu céu em calma e paz
Quando o pleno soluço se desfaz
Oh, Lua amada em eras de verdade!
Tua força vem de tua humildade
De servir multidões de constelações
Pois são amáveis tuas ações!
Vens deter as trevas de todo o medo,
Que não compreendem teu segredo
Porque és maior que elas em vigor,
No resplandecer de um profundo amor!
Quem tenta confrontar-te esmorece
Sob as curvas do silêncio desfalece
Esvaindo enfim um efêmero marasmo
Sobre um lamentável lago amargo
Lua, doce lua, inspiração poética!
No amplo palácio natural em festa
És rainha da noite com vestes e colar
Banhando-se da irradiante coroa solar
Tu podes com singeleza profunda
Unir corações num resquício de tormenta,
Consolar soluços dos pobres inocentes
Não pode ser assim, não sentes?
Sob a penumbra desses sinceros versos
Que procuro em teus calorosos braços
Guardo um segredo sob a luz da lua,
Que me sinto em eterno, somente tua!
Karen Rocha

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