sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Tempestade








Tempestade
   


Amo-te, em segredo
Com olhos de libélula
É tão  tarde aqui dentro
Quando é cedo a chuva

Choro assim, porquê?
 O tempo é o vento
Na fúria tempestade
De um coração partido

Estamos  tão  perto
E de nós tão longe
Que busco meu abrigo
Na linha do horizonte

Engana-te sem amor
O disfarce é dos tolos
Pois há também calor
Nos mais ardentes frios

Quando tudo é disparate
E estou me afogando
Se meu céu enegrece
As nuvens  eu recolho




Karen Rocha



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