terça-feira, 2 de setembro de 2014

Odisseia do amor









Odisseia do amor 


Odisseia do amor, mais verdadeiro
Preferiria estar sem ti a estar sem mim
No dia que partistes meu mundo
O término de uma história sem fim

Desbravei mares de olhos densos
Toquei o céu por duas longas vezes
Ao esculpir montanhas de pensamentos
Na filarmônica dos sonhos doces

Meu Narciso,de todos, o prezado 
Cuides para que o nada seja tudo
E tão quente neste instante o abrigo
Afastando revezes do cruel mundo

Oh, egrégio de teus claros olhos!
Basta! Castigo tão eloquente e certo
Traços de fina elegância vultosos
Incomparáveis vertigens no cilício

Diga-me, peço-te, belo pequeno
Se a insolência não puder te abater
Podes também amar-me em sereno
E enfim esta calota derreter?



Karen Rocha


















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