A Subjetividade e Eu
Sou a pusilânime garota de um plano interior
As notícias chocam-me como faíscas em atrito
Por que iria entregá-los meu segredo defensor,
Que emitem a percepção do ventrículo no peito?
Uma jarda é a única distância possível entre nós
Se escapa-me o controle da leitura ontológica
Provavelmente formo ao redor um círculo de pós
Tão intangível e alucinada, mas totalmente única
O que ou quem é passível de ser publicado?
Avalizo histórias que não seriam verificáveis
Refugio-me sob tons de rosa num largo todo
Indagações frequentes faço à outros inexoráveis
A subjetividade e eu, como em vias subalternas
O mesmo que eleva destrói-me o semblante
Na depressão me gloriarei sob as ruínas antigas?
Que o cotejo dos pedaços crie-me a boa mente!
Karen Rocha
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