Ostracismo
Uma garota abolhada me vejo
Foi isso que trouxe-me o receio
Um ostracismo contornando o brejo
Proveio da Grécia antiga a exclusão
A punição por crimes cometidos
Tu, o carcereiro da solidão
Sob o fremir de uma palmeira
No esperar adormeço voluvelmente
Tentando sonhar com a alforria
Mas no tic tac não perco o chão
Mesmo a enamorada no alheio
E com o vácuo de tua indecisão
E com o vácuo de tua indecisão
Suponho que eu serei sempre tua
Abandones tuas tentativas de poder
Ande, voltemos a nossa lua!
Karen Rocha

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