quarta-feira, 29 de abril de 2015

Ostracismo




Ostracismo 


Uma garota abolhada me vejo
Foi isso que trouxe-me o receio
Um ostracismo contornando o brejo

Proveio da Grécia antiga a exclusão
A punição por crimes cometidos
Tu, o carcereiro da solidão

Sob o fremir de uma palmeira
No esperar adormeço voluvelmente
Tentando sonhar com a alforria

Mas no tic tac não perco o chão
Mesmo a enamorada no alheio
E com o vácuo de tua indecisão

Suponho que eu serei sempre tua
Abandones tuas tentativas de poder
Ande, voltemos a nossa lua!


Karen Rocha


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