O Açore
Tu, o açore mais implacável já avistado a pousar
Na habilidade de tua caça afugentas os desavisados
E grasnas feito um falcão faminto sobre o mar
Diante de ti, os menores são todos encurralados
O contraste do branco e preto que tingiram-te
Retrata o que acomete tua própria natureza
Não serias exatamente um mal quisto intolerante
Buscas tua conservação pelo instinto e presteza
De vôo eficaz e ligeiro arranhando o rubro céu
A captação diamantesca das árvores estridentes
Embalam no luar a surpresa liderança em apogeu
Uma ave de rapina semelhante aos ladrões nas noites
Esses olhos e pernas de âmbar como o ouro mate
As mais compridas asas quase incansáveis
Teus companheiros de vento dã-te o remate
O poder que possuis é a fraqueza dos vulneráveis
Karen Rocha

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