Doce sumo
De uma distinta origem, o sumo
É a metade de vermelhos intensos
Aquele que se faz tão necessário
Já dantes o motivo desses versos
Comprazo-me de ti no veredito
Para que haja em mim ressalvas
Nesse jardim que eu sempre planto
Retirando cochonilhas já perdidas
No processo que destrói o joio
Quando ventos trazem suas respostas
Hei de ser no fim, o seu princípio
Quando forem visitar as tuas obras
Recosta-te em mim, teu abraço
Como as fabulosas aves de rapina
Deixo-te reclinar em meu laço
E dou-te o desfecho da vitória
Anula o pior fel,o doce melhor
Se te encontras na fileira, preparado
Não te tornes inimigo desertor
Por chaves secretas, sê guardado
O temor é a derrota camuflada
Dos que se fazem algozes de si
Sê tu livre da veia fermentada
Nas compostas do terreno que escolhi
Karen Rocha

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