A Fera da Sombra
A imagem do que impediu a saída
Redunda em pavor inocente
A fera da sombra, à espreita perdida
Extingue-se na escuridão crescente
Onde jaz teu brilho na lua quente?
Nos caminhos dos anéis de saturno
Se o fragmento já sobrevivente
Resulta em doze cinzas de um aceno
Teus infiéis conselheiros, quem são?
Que derretem até as firmes rochas
Com mil explosivos numa mão
E o pior dos venenos das cobras
O lavor de teus príncipes mouros
Mortandade é,sem a plena luz
Do Império esbraveja em lamentos
Reino azul desfigura numa cruz
Quem são os orates verdadeiros,
Os que se destacam nas trevas
Ou os que espezinham os sinceros?
Não te rendas aos gritos das selvas!
Karen Rocha

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