quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

A sereia






A Sereia 


Tempestades que acalmam minha alma
Pois que também conheço o verbo amar
O consolo de uma longa finda espera 
Dá-me forças para prosseguir no mar

Águas caudalosas arrastaram-me a ti
Os sorrisos que encontrei dentro de mim,
Por tua queda nessas ondas que vivi
Engolfaste-me no receio de um fim

Tua embarcação, nunca foi desgovernada 
Acreditastes que o poder era só teu
Despertei-me e senti-me enamorada
Por aquele que ensinou-me sobre o céu

O sentido desses cantos, quem entende?
Sou sereia e convido-te a dançar
Cada olhar traz-me novo horizonte
E a certeza que contigo quero andar

Saudações, aventureiro encantado!
Estou na proa do navio que afundou
A providência, como um precioso bote
De uma estrela tão dourada que acenou

E se vier nos afligir algum veleiro
Reivindicaremos o seu reconhecimento
Pois somos ilhas de um mar abandonado 
Em meio a senda de um novo alento


Karen Rocha


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