sexta-feira, 13 de março de 2015

Limite do esgotavel








Limite do esgotável


Por que vias emanou-se o porvindouro desta cela?
Vem os labirintos e distribuem impiedosos a morte
Os estoquistas renegam a longanimidade da tela
E os corações chorosos tem espinhos de suporte

Ceifa dourada, tua empatia alcançará meu deserto
Quando as rajadas dos furacões rasgarem as falácias
E meu único aliado for o captor do bom pensamento
Que me erguerão dos vales sombrios às montanhas aladas

Três foram os revezes nos únicos tempos existentes
Mas a desconstrução edifica-se pela humanidade 
Que a luz acendeu-me no espírito dos candentes
E feriu o dragão que aprisionou-me a verdade

É certo que o limite do esgotável é a indulgência 
Como o labor  glorioso do coral das andorinhas
O assento gracioso de diamantes recebe a incumbência
Quem logrará o esquivo das delícias por direito minhas?


Karen Rocha






Nenhum comentário:

Postar um comentário