segunda-feira, 30 de março de 2015

Egocentrismo





Egocentrismo


Retirou-se para o bosque num estrépido
A decisão amarga e firme do insensato
Como um pássaro de vôo cansado
O mergulho do perene esquecimento

Perigos no escuro do egocentrismo
São as faias banhadas de pura lama
A ordem tida pelo seu imperialismo
Serve tal qual a ponte em chama

O doce que já perdeu o sabor
É a alma que jaz sórdida e repulsiva
Estancastes o sangue e o suor
Antes mesmo de brotar a tua relva

Ah, teatro desses vis miseráveis!
Os vermes já te fazem inútil, banido
Poderás  pertencer aos aceitáveis?
Àqueles do centro, o tempo é velado


Karen Rocha

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