quarta-feira, 18 de março de 2015

Refém




Refém 


Volto-me a caverna dos temores ocultos
As gotículas frias te procuram ainda
Pois que vivo sob a sombra dos indultos
Resultado de intempéries em uma fenda

Um obséquio que os malignos negaram
São a fonte bilateral desses mistérios
Dos seres invisíveis que me amam
Que se alojam no arsenal dos feridos

Calo-me em roupas novas de tolices
O tão querido beijo que jamais senti
Eu, mais uma de tuas tantas Alices
Sonhei, logo foi que tão breve adormeci

Maravilho-me de ti, como uma refém
 O vôo rasante que deu-me teu calor
Que a precipitação arrebate-me também
E arranca-me a relva que se chama amor



Karen Rocha





Nenhum comentário:

Postar um comentário