sábado, 7 de março de 2015

Viajante







Viajante


Há, viajante de um horizonte estreito
Por que é certo que me evitas?
No navio em que partistes eu lamento
Tua sede encobriu nossas metas


Se de tudo o argueiro que encobre-te
Ainda és capaz de em nós acreditar
Na nuvem cinza não perdeu-se minha sorte
Por dez vezes não quero mais chorar


Eu sei, tu sabes, somos um
As tristezas não roubaram a saída
Apenas nosso poder de olhar o fim
Mas o tempo ainda segue a acolhida


Esse maremoto que se fez atingível
Um amor que eu também em ti notei
Mesmo que a nota seja imperceptível
O dom do tato sensível eu ganhei


Ah,nosso desencontro temperante
Com um grande iceberg levantado
Anda há em mim o calor quente
Pois sempre foi e serás meu amado


Karen Rocha







Nenhum comentário:

Postar um comentário