terça-feira, 12 de maio de 2015

Belo verão




Belo Verão

A aleatoriedade dos versos mais internos
Resulta das disputas entre o dever e o querer
Como eles conseguem com efeito traduzir-nos?
Quando é desnecessário ver, podemos saber

Faltam-me palavras para o enigma descrever
Pelo beijo da eternidade, tu morrerias?
Esvaiu-se esse pensamento ao eu crescer
Os galhos de um tórrido calor, apenas

Ah, sim, já podes partir. Mas agora irias?
Tu és uma estrela de brilho emprestado
Eu já contei à lua que não me merecias
Deixo no convés um Eu antigo afetado

Partirei sem delongas nessa nave espacial
Nem quero imaginar como será o meu não
Uma flor sem seiva, mas a mais especial
Sei que não duvidarás:Foi um belo verão!


Karen Rocha

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