quarta-feira, 13 de maio de 2015

Outono de vidro





Outono de vidro

Outono de vidro, em suma, purpurinado
Os carvalhos o conhece de outros tempos
Seu bem-te-vi é um mensageiro afinado

Precursor do frio aquecedor de lareiras
E sucede o calor dos sorvetes coloridos
Mas quais suas qualidades?Sabei dizê-las?

Das quatro,a saber, preparatória estação
Para o que vem depois, sua suscetibilidade
Essencial e humilde no rodar da translação

Enquanto eu dormia, ouvia uns estampidos
Era ele, quebrando-se em três partes
Visando compartir com os mais indoutos

Trovões são seu rugido quase leonino
Onde vivo, de estilo pedante,indefinido
Mas mantém o curso das águas do rio menino

Qual seria então o seu ponto mais fraco?
Ah, é nele que eu nasci e desenvolvi-me
Invisíveis para alguns,cumprem seu propósito

Karen Rocha

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