Tua licença
Quando vais, a inconstância das horas
É o alicerce de vidro que toca os sentidos
Quero descansar, mesmo quando não me amas
E também ao menos distinguir os medos
Há um deserto de cactos, pois me rejeitas
Onde hasteio a paz que eu senti em ti
A ambiguidade que captura as minhas cartas
E faz-me ser aquela que em teu semblante vi
Tua licença amado, para enfim retirar-me
Lá onde os ventos moram, eu chorarei
Mas ressurgirei como a estrela que some
E desejarás voltar todo o tempo, eu sei
Não posso mais cair como os cometas
Os minutos já tiraram-me as ricas rosas
Lutes por mim se meu brilho anseias
Talvez consigas buscar- me em tuas asas
Karen Rocha

Nenhum comentário:
Postar um comentário