Pardalzinho
Cansei-me de esperar, pardalzinho
Em todos os verões, aprumei-me
E morri na beira de teu ninho
Não há eventualidades nesse caso
Ofereceste-me um jantar em Paris
Acreditei que estavas em atraso
Como podes dizer que o papel tudo aceita?
O pronunciar deve ser sim, sagrado
Já que o caráter ao mundo afeta
Os molhos retirados da figueira
Foram desprezados sob teus pés
O braço amargo dantes a popa da fruta
Queiras antecipar-te a me explicar
Se não ouves a censura do remorso
Por que tuas penas cobrem meu mar?
Karen Rocha

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