terça-feira, 12 de maio de 2015

Cavalo de fogo



Cavalo de fogo

Falta-me o ar quando teus olhos eu fito
Aproxime-se e ouças essas fortes batidas
Não seriam a prova do que por ti sinto?
Um contato e o sopro das duas vidas

A luz de meus olhos recorta-te a silhueta
Por milênios, como do anjo uma visão
Moldura perfeita para o traço de artista
Coro-me em teu destaque nessa multidão

Oh, cavalo de fogo de quimeras, alado
Nem por um milésimo de vez me esqueceria
Como poderia retirar-me de teu lado?
Leve-me aonde nasce o teu imponente dia

Adiante no além da janela, na torre
Correndo na velocidade de meu pensamento
Teu trotar convoca-me e nunca morre
Não me queimarei, estando a favor do vento


Karen Rocha

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