Anos noventa
Éramos tão felizes nos anos noventa
Tínhamos tudo que precisávamos
E um amor que não se inventa
Interpretamos a mais bela canção
As mãos selaram-se num toque
A eternidade era nossa decisão
Naquele tempo,pisamos na lua
Percorremos os dois oceanos
E a Terra era nossa rua
Um eclipse, dois amantes
Casamento e filhos, um sonho
Nos prendiam doces correntes
Hoje os olhos semi-cerrados
Meu rosto arranhado pelo tempo
Os dentes tímidos implantados
O corpo e a mente enfadados
Embora o espírito seja jovem
Pesou-me em suma os fardos
Teus braços foram espinhos da rosa
Pois eles arrancaram-te de mim
Estou em seu jardim em prosa
Um condor tomou-te a liberdade
E entregou-a sem exitar
Onde pusestes minha ombridade?
Ah, como eu quero-me de volta!
Agora mesmo vou descongelar-me
E fazer do presente,a melhor década
Karen Rocha

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