Vislumbre real
Valho-me de mil banquetes
Quando a tenacidade é a tua cor
E o arvoredo recebe os torniquetes
Se sobre ele reclamo minha dor
Dê-me razão para não sentir
Agora que o vislumbre é real
Há lugar em que possa fugir?
Correrei ao menor sinal
Sinto-me agora nada lúcida
Por que não podes acalmar-me?
Regues as flores de minha vida
Com essas lágrimas em derrame
O abraço macio de absinto
Pulsa-me as veias com açúcar
O esperar foi só um treinamento
Que ensinou-me a te amar
Karen Rocha

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