quarta-feira, 13 de maio de 2015

Rendeira


Rendeira

Nevoeiro dissipado serenou-me em virtudes
Penso, logo existo. Por que não então?
A maré é vazia sem as minhas atitudes

Sou rendeira que tece as obras de palavras
Usadas nos dias mais quentes ou frios
Independência ou a morte das loucuras!

Camisas desgrenhadas perdem os linhos
O mau conhecimento é poder bem precário
Quem tomará emprestado dos pobrezinhos?

E se eu mostrar-te como fazer as rendas
Tu realmente ensina-me a namorar?
Teu pedido é uma ordem, rei Amidas...

Karen Rocha

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