terça-feira, 12 de maio de 2015

Ócio


Ócio

Por décadas venho driblado a inutilidade
Aquela que não segue a diligência
Se anulo o propósito da irmandade
Que terei, senão a cólera da inteligência?

A lei do retorno é a própria atração
Quiçá, seja-me um doce aveludado fruto
Do frescor do trabalho em sublimação
A justiça é o rio de tal pensamento

Ah, mas rele dos tolos atrofiados!
Os que vagam nas ruas das almas
Seus nomes serão um dia revelados
Não entram e interditam as belas moradas

Estremeço-me diante dessa impressão
Minhas tendas, decidi onde as armarei
Que eu recuse-me a aceitar as tentações
De fazer do ócio meu próprio rei

Karen Rocha

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