terça-feira, 12 de maio de 2015

O novo






O novo

Parece-me como um mosquito certeiro
A atingir-me num quadrado as ventas
E incrustar-me no discurso de janeiro

O recomeçar é como a criação
Daqui por diante, tão somente o novo
Sim, o futuro tem raiz no coração

Se estou incomodada, pode ser bom
Como a chuva cairá sem transformação?
Uma pintura encontrando o seu tom

Discriminando os acres cheiros
Respiro agora as caldas de pêssego
E ganho presente dourado dos mineiros

Karen Rocha

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